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alternativo al.ter.na.ti.vo adj (alternar+ivo) 1 Que alterna. 2 Que se diz ou faz com alternação. 3 Diz-se de duas ou mais coisas que se sucedem, cada uma por sua vez e com certa continuidade. 4 Mec Diz-se do movimento que se realiza ora num ora noutro sentido, com regularidade. 5 Bot Diz-se das pétalas que nascem nos pontos que separam os lóbulos dos cálices. 6 Med Diz-se da loucura periódica, em que se alternam os acessos de mania e os de melancolia.
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domingo, 11 de julho de 2010

Reunião

A Mediadora (Livro 3)
Meg Cabot
Galera Record (Record Editora)

Nós dois estávamos sentados no telhado da varanda da frente, que por acaso se projetava abaixo da janela do meu quarto. Era bem legal ali fora, sob as estrelas. Nós estávamos suficientemente alto para ninguém ver - não que alguém além de mim e do padre Dom pudesse ver Jesse - e o cheiro era bom por causa do pinheiro gigante ao lado da varanda. Nesses dias era o único lugar em que podíamos ficar conversando sem medo de ser interrompidos por pessoas. [...] Jesse me olhou. Odeio quando ele faz isso. Eu me sinto... sei lá. Como se ele estivesse me comparando mentalmente com alguém. [...] Levantei-me e andei com cuidado pelas telhas da varanda, depois me inclinei para olhar pela janela do meu quarto. O sofá-cama estava vazio. Desci até Jesse e me sentei ao lado dele outra vez.

- Minha nossa - falei. - Ela ainda está lá.

Jesse me olhou enquanto o luar brincava no pequeno sorriso em seu rosto.

- Você não pode culpá-la por estar interessada no seu irmão.

- Meio-irmão. E, sim, posso. Ele é um rato. E está com ela na toca.

O sorriso de Jesse ficou mais largo. Até seus dentes pareciam azuis ao luar.

- Eles só estão jogando no computador, Suzannah.

- Como é que você sabe? - Então me lembrei. Ele era um fantasma. Podia ir a qualquer lugar. - Bem, claro. Talvez na última vez em que você olhou. Quem sabe o que estão fazendo agora?Jesse suspirou.

- Quer que eu olhe de novo?

- Não. - Eu estava horrorizada. - Não me importa o que ela faz. Se Gina quiser ficar com um tremendo fracassado como o Soneca, não posso impedir.

- Brad também estava lá - observou Jesse. - Na última vez em que olhei.

- Ah, fantástico. Então ela está com dois fracassados.

- Não entendo por que você fica tão infeliz com isso. - Jesse havia se deitado nas telhas, contente como eu nunca tinha visto. - Eu gosto muito mais assim.

- Assim, como? - reclamei. Não conseguia me sentir tão confortável quanto ele. As agulhas de pinheiro ficavam espetando minha bunda.

- Só nós dois - disse ele dando de ombros. - Como sempre foi.

terça-feira, 6 de julho de 2010

O Hospital Hostil

Lemony Snicket
Desventuras em Série (Livro Oitavo)
Editora Cia. das Letras (2004)

"No negrume do porta-malas, elas não podiam ver nada mesmo. Só podiam ouvir sua própria respiração, funda e trêmula, enquanto o ar passava velozmente através dos buracos de bala, e sentir os ombros tremerem em calafrios de medo. Não era o tipo de abrigo que as crianças tinham em mente, nunca na vida, mas enquanto estavam lá, apertadinhas, achavam que ia ter de servir. Para os órfãos Baudelaire, se é que ainda eram órfãos, o abrigo no porta-malas do conde Olaf ia ter de servir até que aparecesse alguma coisa melhor."